CRÍTICA: I Wanna Dance with Somebody: A História de Whitney Houston

Apesar do título gigantesco, filme é uma excelente ode à rainha da música nos anos 90

Antônio Pedro de Souza

O título chega a travar a língua: “I Wanna Dance with Somebody: A História de Whitney Houston” (deveriam ter simplificado para “A História de Whitney Houston” ou algo do tipo), mas o filme biográfico de uma das maiores cantores entre as décadas de 1980 e 1990 é uma justa homenagem ao talento e à pessoa de Whitney.

Mostrando sua juventude e seu sonho de seguir os passos da mãe na música, o filme dirigido por Kasi Lemmons traz Naomi Ackie como Whitney e Stanley Tucci como Clive Davis, que cuidou da carreira da artista.

Embora não tenha uma marcação de tempo fixa (obrigado, Yasmine Evaristo, por ter me mostrado este detalhe), o longa versa sobre toda a carreira da cantora e atriz, culminando com sua morte em 2012.

Claro que algumas marcas temporais são bem visíveis, como o momento de assinatura do primeiro contrato com a gravadora, o filme “O Guarda-Costas”, que abriu as portas para Whitney atuar, seu casamento com Bobby Brown e alguns shows e turnês icônicos. Porém, o filme não se limita a mostrar o “começo, meio e fim” da estrela estadunidense, ele vai além: mostra seus anseios pessoais, retrata sua bissexualidade e como Whitney enfrentou preconceitos ou, simplesmente, se adequou a situações e, claro, seu trágico envolvimento com as drogas.

Em diversos momentos, Whitney precisou se reinventar, recomeçar e se mostrar forte. E é essa força que fica evidente durante a projeção. Além disso, o filme vem permeado com canções – algumas na íntegra, outras apenas trechos – que fazem o público vibrar ao reconhecer os principais sucessos de Houston. Um presente e tanto para os fãs.

A direção acertada mantém um ritmo constante e as atuações de Naomi e Stanley não deixam a desejar em nenhum momento. Outro acerto é no figurino, que recria trajes icônicos de diversas épocas da cantora, bem como o cabelo e a maquiagem, que acompanham as várias fases da vida pessoal e da carreira de Whitney.

O filme é um excelente retrato de Houston, sabendo dosar as cenas de sua intimidade – seus medos, dúvidas, tombos e recomeços – com sua vida pública – os sucessos, os fracassos, os escândalos, as críticas e, claro, o carinho inesgotável dos fãs.

Uma homenagem que faz jus ao ícone que foi Whitney Houston.

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COTAÇÃO POR OSSOS: 9,0

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