CRÍTICA: ALERTA MÁXIMO

Boa ação, com fórmulas já conhecidas

Antônio Pedro de Souza

Reutilizando fórmulas vistas em “Duro de Matar 2” e “Lost”, o longa-metragem “Alerta Máximo” é mais um dos irresistíveis clichês de ação que vale ser visto nas telonas. Estrelado e coproduzido por Gerard Butler, o longa mostra a rotina de um piloto de avião em uma situação-limite: Às vésperas do ano-novo, Brodie Torrance (Butler) voará de Singapura a Tóquio e, de lá, encontrará a filha nos EUA. Em seu avião – quase vazio – será transportado um fugitivo recém-capturado. Porém, uma tempestade faz os planos mudarem drasticamente.

Após caírem em uma ilha hostil, tripulantes e passageiros terão que se unir para sobreviverem a um mal muito maior que a própria queda do avião. É a velha máxima “sobreviver juntos, morrer sozinho” estampada no cartaz do filme e reciclada de dezenas de outras produções televisivas e cinematográficas.

Como entretenimento, o filme funciona muito bem, embora tenha uma perda de ritmo entre o momento da queda do avião (na verdade, pouso forçado) e o primeiro embate com os habitantes da ilha: um bando de guerrilheiros revoltosos com o governo oficial das Filipinas. Neste longo hiato, dá até pra dar uma cochilada no cinema para, na sequência, abrir os olhos e não perder os detalhes que se seguem.

O filme realmente ganha novo fôlego com a chegada dos rebeldes e sua tendência ao massacre. A partir daí, a união dos sobreviventes passa a ser um fator essencial para a sobrevivência e fuga do ambiente hostil.

Vale, ainda, pelas cenas em que Brodie tem que enfrentar a burocracia do mundo civilizado: as cenas vão desde uma atendente telefônica despreparada que, mesmo sabendo da queda da aeronave, insiste em pensar que é apenas mais um trote telefônico – até um alto representante da companhia aérea que resolve complicar todas as operações propostas por Torrance e outros profissionais.

Como não poderia deixar de ser, o filme ainda traz o drama familiar e a tentativa de reaproximação entre pai e filha que, obviamente, passa a ser dificultada pelas inúmeras reviravoltas do roteiro.

Uma boa pedida para um fim de semana chuvoso, acompanhado de um balde gigante de pipoca e uma cerveja geladinha para facilitar o momento de cochilo naquele trecho em que nada acontece…

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COTAÇÃO POR OSSOS: 7,5

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