CRÍTICA: O BECO DO PESADELO

Novo filme de Guillermo del Toro encanta pela qualidade técnica, mas não empolga na história

Antônio Pedro de Souza

O sempre brilhante Guillermo del Toro volta à cena cinematográfica com uma nova super-produção: O Beco do Pesadelo, filme estrelado por Bradley Cooper, Cate Blanchett, Rooney Mara e Toni Collete. A história parte dos famosos “shows de horrores”, espetáculos circenses que exploravam deformidades físicas e mentais e eram populares até meados do século passado.

Neste contexto, Stanton Carlisle (Cooper) vive um homem atormentado e sem sorte na vida. Ao arrumar emprego numa feira de variedades, ele logo chama a atenção de um casal de videntes e, com a experiência adquirida com eles, passa a aplicar golpes na elite da época.

A produção é primorosa e preza por uma ótima fotografia, edição e trilha sonora. O elenco está seguro, mas infelizmente o filme peca pela morosidade do roteiro.

O começo é empolgante e o fim é impactante, mas falta aquela liga no segundo ato, o que gera a desconfortável “barriga” narrativa. Num determinado momento, nada acontece na história e o filme se torna, apenas, “dormível”.

Uma pena, já que se trata de um diretor de primeira linha.

***

Cotação por ossos: 8,0

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