“Venom – Tempo de Carnificina” é bom, mas com menos sangue que o esperado

Longa traz um aprofundamento da relação entre Venom e Ed

Antônio Pedro de Souza

            Esperado por longos meses por causa da pandemia, “Venom – Tempo de Carnificina” finalmente chegou às telonas, mas trouxe menos sangue que o esperado. O filme é bom e explora bem o relacionamento entre o humano Eddie e “seu” alienígena de estimação, Venom. Partindo da premissa mostrada no fim do primeiro filme, em que os dois precisaram aprender a conviver – porque eram compatíveis – o segundo longa mostra a rotina do jornalista desacreditado: ele vive em um apartamento cercado de galinhas e chocolate (os alimentos que Venom precisa ingerir constantemente) e faz a guarda do armazém do bairro, onde um ou outro bandido encontra seu fim. Tudo muda quando ele é chamado para conversar com um perigoso assassino que está no corredor da morte.

            Valendo-se de uma habilidade do alienígena, o jornalista consegue descobrir onde estão enterrados os corpos das vítimas do criminoso e tem sua carreira restaurada em grande estilo. Em contrapartida, a sentença do assassino é antecipada. Como último desejo, ele pede para rever Eddie e o ataca com uma dentada. Dessa “troca de D.N.A” nasce o tal Carnificina do título, que espalha uma onda de horror jamais vista.

            A partir daí, temos Eddie e Venom tentando conter Carnificina em cenas bem engraçadas e violentas, mas não tão violentas quanto as que o público esperava pelo título do filme. Não há tanto sangue escorrendo na tela assim e o oponente de Venom é menos letal que o imaginado.

            Isso se deve, talvez, pelo fato de que o filme tem o mesmo problema visto em “Jason X” há duas décadas: a grande aparição de Carnificina demora tanto quanto o upgrade de Jason no outro filme. E quando acontece, a maior parte do roteiro já foi desenvolvida. Uma pena.

            Do mais, o filme é uma excelente diversão, trazendo mais uma ótima atuação de Tom Hardy, que também colabora com o roteiro, umas pitadas de humor ácido e outras de relacionamento humano/alienígena. Quanto aos vilões, há também um segredo envolvendo o passado do temido assassino, mas o enredo é fraco e não convence muito até o grande embate na cena final. Ali, sim, tudo funciona muito bem. Pena que a história já estava terminando.

            Destaque para Venom e Eddie tentando salvar a vida de um padre e Venom criticando/elogiando Dan, o namorado de Anne, antiga paixão de Eddie.

***

Cotação por ossos: 8,5

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