“007 – Sem Tempo Para Morrer” encerra com louvor atuação de Daniel Craig como James Bond

Filme acerta na dose de adrenalina e apresenta um roteiro de tirar o fôlego

Antônio Pedro de Souza

            Verdade seja dita: não é fácil encarnar um personagem tão famoso e que já foi vivido por ícones do cinema como Sean Connery. Tampouco é fácil dar a esse personagem um ar moderno e até humanizado, já que o mesmo personagem, em seus primeiros filmes, pode ser considerado, sob o olhar de hoje, um estereótipo antiquado e até mesmo ofensivo às mulheres.

            Pois bem, em sua última atuação como James Bond, o ator Daniel Craig consegue mostrar um lado mais leve, divertido, humanizado, mas nem por isso menos galanteador do agente secreto mais famoso do mundo!

            Em “007 – Sem Tempo Para Morrer”, a ação já começa nos créditos iniciais e não para até chegarmos aos créditos finais. Com um roteiro rocambolesco, tal qual os demais filmes da franquia, temos um super vilão com desejos de destruir o mundo de uma maneira bem torpe. O vilão, aliás, dá a Rami Malek uma atmosfera sombria, difícil de nos afeiçoarmos, como nos primeiros filmes de 007.

            A todo momento uma bomba explode aqui, um carro bate ali e somos lançados em uma nova turbulência na cadeira do cinema. É preciso cinto e capacete para sair da sala de projeção sem lesões.

            Apesar de, como já dito, rocambolesco, o roteiro é de fácil assimilação: Há um segredo escondido no passado de um dos personagens, há um salto temporal, James Bond tenta viver uma vida pacata, mas é impedido pelas forças do mal, novo salto temporal e o agente está fora de combate. É aí que nosso vilão-mor entra em cena, com uma proposta de destruição tão ousada que o MI-6 é obrigado a recrutar de volta James Bond e fazer com que ele impeça o extermínio em massa orquestrado pelo inimigo.

            Há diversas referências aos filmes e personagens antigos, e boas pitadas de humor, como o encontro em “dois” 007 e a inserção de uma agente estadunidense que teve “três semanas de treinamento”, mas está disposta a ajudar James Bond a todo custo. Essa sequência é fantástica.

            Enfim, 007 – Sem Tempo Para Morrer tem tudo aquilo que gostamos e esperamos em um filme do James Bond: ação, bombas, luta do bem contra o mal, máquinas de última geração e cenas de tirar o fôlego. Apenas uma ressalva: Assim como nos demais filmes da franquia, o tão esperado embate final entre herói e vilão é rápido demais, sendo tudo resolvido com um único… não vou contar aqui, corra para assistir.

***

Cotação por ossos: 9,5

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