[MISTÉRIO]: Filmes mostram dois pontos de vista sobre o assassinato do casal Richthofen

“A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais” chegam aos cinemas em 2 de abril
Antônio Pedro de Souza

            Em 2002 um crime chocou o Brasil: O assassinato do casal Richthofen orquestrado e executado pela própria filha do casal, Suzane von Richthofen e o namorado dela, Daniel Cravinhos. Após um longo julgamento, os namorados foram presos, mas passaram a ter pontos de vista conflitantes sobre o caso. E são esses pontos de vista a serem explorados nas produções cinematográficas “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”. Rodados simultaneamente e com lançamento previsto para o dia 2 de abril, os dois longas contam as duas versões do crime. Em “A Menina Que Matou os Pais”, a história gira em torno de Suzane e em como ela arquitetou o plano para matar seus progenitores. Já em “O Menino Que Matou Meus Pais”, o foco está em Daniel, e em como ele teria planejado e executado o sórdido crime.

            O trailer divulgado (veja no fim da matéria) mescla cenas dos dois filmes, lançando essa dualidade pretendida pelas tramas e que ainda deixa muita gente em dúvida na vida real.

            A ideia de fazer dois filmes com versões diferentes da história surgiu durante a leitura do processo, que apontou pontos divergentes nos relatos apresentados pelo casal de ex-namorados. Os dois roteiros são assinados por Ilana Casoy (autora de “Casos de Família: Arquivos Richthofen”) e Raphael Montes. A direção leva a assinatura de Maurício Eça.

            Os filmes têm também no elenco Leonardo Medeiros (Manfred von Richthofen), Vera Zimmermann (Marísia von Richthofen), Debora Duboc (Nadja Cravinhos), Augusto Madeira (Astrogildo Cravinhos), Allan Souza Lima (Christian Cravinhos) e Kauan Ceglio (Andreas Von Richthofen). A produção é da Santa Rita Filmes em coprodução com a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms.

CRIMES CINEMATOGRÁFICOS:

            Não é de hoje que o cinema lança mão de reconstituir casos históricos de crimes. Nos anos 1980, A Próxima Vítima levava às telonas o caso de um assassino de prostitutas na capital paulista. Assim como na vida real, o filme termina sem identificar o criminoso.

            Recentemente, a série televisiva “American Crimes Story” vem retratando crimes conhecidos nos EUA. A cada temporada, uma nova trama é apresentada.

            No rol de assassinos famosos, talvez nenhum tenha conseguido tanta popularidade quando Ed Gein, preso em meados da década de 1950 nos EUA. Em sua fazenda, a polícia descobriu um verdadeiro cenário de horror, com pedaços de corpos humanos sendo usados como objetos do cotidiano. A história chocou tanto a sociedade da época que logo saltou das páginas policiais para a literatura: Ed Gein foi a inspiração para Robert Bloch escrever “Psicose” que, adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock, se transformou num dos maiores ícones cinematográficos da história. Sequencialmente, Ed Gein ainda inspirou Tobe Hooper, que filmou “O Massacre da Serra Elétrica”. Por fim, serviu como base para o livro e o filme “O Silêncio dos Inocentes” e para o brasileiro “As Esganadas”, de Jô Soares.

            Se o caso de Suzane terá a mesma força que a de Ed Gein, só o tempo dirá, mas que o trailer já promete dois filmes impactantes, não há dúvidas.

            Assista ao trailer aqui:

 

 

 

 

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