“Green Book” mostra uma improvável amizade na década de 1960

Mesmo com filmes abordando a mesma premissa, os pontos mostrados em ‘Green Book’ merecem ser ressaltados
Fábio Gomes

            Green Book – O guia adapta a história real de uma amizade improvável. O longa se passa nos anos 1960 quando um ítalo-americano racista, Tony Lip (Viggo Mortensen) se vê sem seu emprego e precisa ir a procura de um trabalho temporário e acaba trabalhando para um pianista negro, Don Shirley (Mahershala Ali) como guarda costas e motorista, durante sua turnê pelo sul dos Estados Unidos.

            Durante todo o filme você fica se perguntando como um filme baseado em uma história que se passa na década de 1960 consegue mostrar acontecimentos tão familiares e parecer tão atual? Bem, realmente esse é um ponto em que o filme te faz refletir. Porém, com uma história clichê e bem fantasiada, conseguimos perceber claramente o desespero do diretor para o filme se conectar com o público. Esse, talvez, seja o ponto que faz o filme receber tantas críticas. Com roteiro escrito por Peter Farrelly, Nick Vallelonga (filho de Tony Lip/Vallelonga) e Brian Currie, o filme é acusado de não ser um retrato verídico da situação real do Sul dos EUA naquela época. No entanto, nada disso tira o brilho do trabalho dessa galera e faz o filme ser menos merecedor de algo, até porque se todas as histórias contadas pela indústria cinematográfica de Hollywood  fossem 100% verídicas posso dar certeza que ela já estaria quebrada.

            Apesar de já termos filmes com a premissa parecida e alguns deles serem até melhor que Green Book, o filme tem pontos fortes que devem ser exaltados: a fotografia maravilhosa e cheia de cor de Sean Porter e a trilha sonora acertada de Kris Bowers, que te transporta para a época em que o filme se passa. E não é a toa que o filme concorre a em cinco categorias do Oscar deste ano, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator, para Viggo Mortensen; e melhor ator coadjuvante para Mahershala Ali. Não acredito na vitória do filme na principal categoria da noite e nem na vitória de Mortensen, porém tenho quase certeza da vitória de Mahershala que, inclusive, já levou a melhor na mesma categoria no Globo de Ouro, Critic’s choice e SAG Awards.  Agora é esperarmos e ver o que o resto da temporada de premiações está reservando para o filme.

***

Nota: 7

***

Categorias Oscar 2019:

Melhor Filme

Melhor Ator (pela atuação de Viggo Mortensen)

Melhor Ator Coadjuvante (pela atuação de Mahershala Ali)

Melhor Roteiro Original

Melhor Edição

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