Filmes brasileiros entram em cartaz no Segunda no Cine de agosto

Cine Brasil exibirá cinco longas que ajudam a entender a história do cinema nacional; todos produzidos por mulheres

Antônio Pedro de Souza

A mostra Segunda no Cine do Cine Theatro Brasil (Avenida Amazonas, 315, Centro/BH) entra em agosto com uma proposta imperdível para os cinéfilos: o cinema brasileiro sob o olhar feminino. Ao longo do mês, sempre às segundas, às 19h30, serão exibidos filmes nacionais produzidos por mulheres. Os longas moldaram épocas, anteciparam costumes e ajudam a entender um pouco mais a vitoriosa, mas nem sempre tranquila história da sétima arte no Brasil. Os ingressos custam R$10,00 (inteira) e podem ser adquiridos na bilheteria do cinema, no site do Cine Brasil e na plataforma Eventim. O Segunda no Cine tem produção da Caravela Produções. Abaixo, você confere os filmes de agosto:

Abrindo a programação, dia 3/8, tem Carlota Joaquina, Princesa do Brazil. Com direção de Carla Camurati, estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini, o filme é um retrato crítico e satírico da história de Carlota Joaquina e da Família Real Portuguesa, desde acontecimentos na Europa, no século XVIII até sua vinda para o Brasil, em 1808. O longa-metragem tornou-se conhecido por ser um dos que inauguraram a chamada retomada do cinema brasileiro, em 1995, período em que produtores e cineastas se uniram para fazer o cinema sobreviver após o encerramento da Embrafilme.

Dia 10/8, será a vez de Bicho de Sete Cabeças. Dirigido por Laís Bodanzky e estrelado por Rodrigo Santoro, o filme conta a história de Neto, que é internado em um hospital psiquiátrico, após seu pai achar um cigarro de maconha em seu casaco. Lançado em 2001, quando a carreira de Santoro estava em plena ascensão, o filme trata de relações familiares, abusos em clínicas psiquiátricas e problemas de saúde pública e mental.

Dia 17/8, o clássico A Hora da Estrela, dirigido por Suzana Amaral e estrelado por Marcélia Cartaxo entra em cena. Inspirado no livro de Clarice Lispector, o filme foi lançado em 1985, período de efervescência política e cultural no Brasil. A história gira em torno de Macabea, jovem que tenta a vida em São Paulo, passa a namorar um metalúrgico e sonha com um destino romântico.

Dia 24/8 tem Califórnia, dirigido por Marina Person e estrelado por Aren Gallo. Lançado em 2015, o longa se passa na década de 1980, acompanhando Estela, jovem que está vivendo o auge da sua adolescência e tem, em seus planos, visitar seu tio na Califórnia, durante as férias escolares. Mas seus planos serão alterados drasticamente.

Dia 31/8, tem Que Horas Ela Volta?, um dos novos clássicos do cinema brasileiro. Dirigido por Anna Muylaert e estrelado por Regina Casé, o filme de 2015 reedita a discussão da “casa grande e senzala”, em que Val (Casé) é uma empregada “quase da família” de Bárbara (Karine Teles), que vê sua vida mudar, quando a filha Jéssica (Camila Márdila) vai morar com ela, enquanto se prepara para o vestibular.

Juntos, os cinco filmes retratam realidades diversas, de diferentes períodos da história do Brasil, reforçando a potência do nosso cinema, bem como a genialidade de cineastas e produtoras que, mesmo em meio a adversidades políticas e econômicas, souberam conduzir e ajudaram a fortalecer a sétima arte nacional.

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