JK é o cartaz do Cine Humberto Mauro neste fim de semana

Mostra e exposição dedicadas ao ex-presidente ficam em cartaz até domingo

Antônio Pedro de Souza

No ano em que completam 50 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, o Cine Humberto Mauro exibe neste fim de semana três filmes que dialogam com a trajetória política do estadista; bem como uma exposição que reconta a história de JK, aberta à visitação no hall de entrada do cinema. A entrada é gratuita e metade dos ingressos para os filmes ficará disponível a partir do meio-dia da data da sessão no site Sympla. A outra metade será distribuída uma hora antes de cada sessão, na bilheteria do Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro/BH).

A mostra “JK e o sonho moderno” reúne três filmes que tratam das relações entre modernização, formação urbana e experiência cotidiana. “Meu Tio”, comédia dirigida pelo francês Jacques Tati, de 1958, aborda o impacto da modernização no dia-a-dia de uma família comum, tema que ecoa no Brasil que se quis moderno nos anos 50. O longa será exibido nesta sexta, 29/5, às 16h. Já “Os Anos JK – Uma Trajetória Política”, de 1980, dirigido por Silvio Tendler, aborda o contexto histórico em que Kubitschek empreende seu desenvolvimentismo. O filme é o cartaz deste sábado, 30, às 16h. Por fim, o documentário “JK, o Futuro Chamado ao Presente”, de Fábio Chateaubriand Guedes, lançado este ano, mostra os limites políticos e econômicos encontrados pelo desenvolvimento brasileiro. O filme poderá ser conferido dia 31, domingo, às 17h.

A exposição “Dr. Juscelino, o médico que pensou o Brasil” reúne fotografias e documentos que destacam a formação médica de JK, sua atuação na Santa Casa de Belo Horizonte e sua especialização em urologia em Paris. Em três módulos, a exposição busca apresentar como a trajetória na medicina influenciou a perspectiva de modernidade que posteriormente JK veio a imprimir no Brasil. Sua visão para a saúde pública ganha destaque no material, que foi montado inicialmente no Teatro Feluma, em ação conjunta com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com a Casa JK de Diamantina.

Para Lucas Amorim, coordenador-executivo do Circuito Liberdade, a mobilização conjunta de espaços para a realização de projetos traduz o sentido atual do complexo. “Esta programação reforça a vocação do Circuito Liberdade de conectar instituições, acervos e públicos. Ao reunir exposição e cinema para refletir sobre Juscelino Kubitschek, criamos uma oportunidade de olhar para a história não como algo estático, mas como um campo vivo de interpretação do presente. JK foi uma figura profundamente associada à ideia de futuro; revisitar sua trajetória, hoje, é também pensar quais projetos de país ainda queremos construir a partir da cultura, da educação, da memória e do turismo”.

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