Estreia da temporada 2026 teve comentários de Camila Lana e Ieda Lagos; diálogo com a música e as lembranças
A temporada 2026 do Segunda no Cine evocou memórias afetivas dos espectadores que assistiram ao clássico “Cinema Paradiso” na última segunda-feira no Cine Theatro Brasil. Com uma curadoria voltada para o diálogo com as diversas artes, o filme que abriu a programação tem como chamariz a trilha potente e inesquecível composta por Enio Morricone e, também, o cinema em seu estado mais “puro”, já que se trata de um filme sobre filmes e sobre o papel de uma sala de cinema como referência para toda uma cidadezinha no interior da Itália. Dirigido por Giuseppe Tornatore, a trama acompanha Totó, um jovem apaixonado pela sétima arte que tem em Alfredo, o projecionista do Cinema Paradiso, um grande amigo e uma figura paterna. A projeção acompanha a infância, juventude e, depois, a fase adulta de Totó, já como o respeitado cineasta Salvatore.
A sessão foi comentada pela coprodutora do Segunda no Cine Camila Lana e pela cineasta Ieda Lagos, que ressaltaram a importância da música de Enio Morricone ao longo do filme e como a trilha sonora nos ajuda a desencadear lembranças de momentos específicos da vida – seja um dia especial da infância, uma fase na adolescência, etc.
O público presente interagiu nos comentários, também trazendo recordações pessoais; seja com o próprio filme – foram vários relatos de pessoas que têm afeição ao “Cinema Paradiso” por causa do pai, que sempre assistia e chorava; do irmão, que era amigo de um projecionista e, assim como o personagem do filme, colecionava pedaços de películas; ou de outro ente querido que de alguma forma são lembrados pelo filme; seja com outras produções cinematográficas, que acabaram vindo à tona devido à sessão.
Algumas cenas marcantes, também foram citadas com carinho pelo público, como à da projeção na parede de uma casa, em praça pública; o abraço do protagonista em sua mãe perto do fim, a implosão do cinema e, claro, o clássico final com dezenas de beijos outrora censurados.
Enfim, “Cinema Paradiso” segue como aquele “filme conforto”, que está pronto a acolher e acalentar nos momentos em que precisamos de um abraço, uma xícara de chocolate quente e uns biscoitinhos amanteigados para dar uma pausa no mundo louco que nos cerca antes de, finalmente, seguirmos a vida.
Na próxima semana, o Segunda no Cine exibirá “Cisne Negro”, dirigido por Darren Aronofsky. A sessão será comentada por Juliana Gusman. Os ingressos custam R$10,00 (valor de inteira) e podem ser comprados na bilheteria do cinema, no site do Cine Brasil e no Eventim. A dica do Projeto Lumi é que os espectadores cheguem um pouco mais cedo, e deem uma passada no Café do Cine Brasil, onde podem saborear um bom café, pão de queijo, broinha de fubá, entre outros quitutes. Nada melhor para evocar boas lembranças da vida.
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