Crítica: Exit 8

Terror sul-coreano tem traços de “Cubo” e “Resident Evil” e você vai amar

Antônio Pedro de Souza

Da Coreia do Sul surge “Exit 8”, novo filme de terror dirigido por Genki Kawamura e estrelado por Kazunari Ninomiya Yamato e Kôchi Naru Asanuma. A história apresenta algumas semelhanças com outras de confinamento, como “Cubo”, “Resident Evil”, “Jogos Mortais”, “Escape Room” para citar algumas, e o ambiente claustrofóbico deixa tudo mais amedrontador.

Tudo começa quando um homem sai de um metrô e se vê perdido nos túneis que dão acesso à plataforma. Em busca da “saída 8” do título, ele passa por alguns momentos de tensão até ver que existem regras para sobreviver (e conseguir escapar do lugar). Para começar, ele precisa passar pelas oito saídas. Porém, os corredores repetem um padrão, que ele precisa memorizar. Caso algo esteja fora do comum, ele precisa voltar para o corredor anterior. Fazendo isso, ele “avança uma casa”. Caso, ao encontrar uma anomalia, ele não volte e siga adiante (ou interaja além do necessário com tal anomalia), ele é jogado de volta ao começo do jogo.

Dividido em três capítulos, o filme começa com “O Homem Perdido”, que acompanha nosso protagonista em sua saída do metrô, início da longa jornada pelos túneis e interação com um estranho homem e um garoto. A partir daí, passamos para o capítulo dois, “O Homem que Anda”, focado no segundo homem até seu encontro com “O Garoto”, título do terceiro capítulo.

De que maneira as três histórias se entrelaçam e se dispersam, só mesmo assistindo a esta curiosa e divertida produção, que no Brasil é distribuída pela Paris Filmes e chegou aos cinemas na última semana.

Uma coisa é certa: Nos momentos em que “o homem que anda” sorri ou na hora em que ratos com órgãos humanos aparecem na tela, você não vai conseguir se desgrudar da poltrona. O filme não exagera no terror gráfico/sangrento ou lança mão daquelas maldições mirabolantes típicas do cinema asiático. E, talvez, esse seja seu maior acerto: o terror é construído aos poucos e, quando você percebe, já está enredado nele, tal qual o desafortunado protagonista.

A trilha sonora mistura músicas clássica, dando um ar mais tétrico a tudo. Com elenco e texto diminuto, o espectador é convidado, ele próprio, a tentar descobrir os mistérios, memorizar as “fases” do “jogo” e tentar identificar alguma anomalia para dar palpite sobre a possível escapatória dos protagonistas.

Em suma, é um entretenimento despretensioso, mas que consegue manter a atenção durante seus 95 minutos de projeção. Vale a pena assistir e tentar desvendar os mistérios que circundam a “saída 8”…

***

Cotação por ossos:

9,0

***

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