“Invasão Zumbi 2 – Península” promove bons momentos de ação

Longa aposta em cenas eletrizantes e histórias de superação para segurar o espectador

Antônio Pedro de Souza

            Estreia nesta quinta-feira, 26/11, o filme “Invasão Zumbi 2 – Península” que deixa o terror de lado para apostar em uma história de ação, com cenas eletrizantes e um pano de fundo de superação, algo que acaba casando bem com o momento delicado pelo qual o mundo passa.

            Após a proliferação de um vírus que originou uma raça de zumbis e praticamente destruiu a Coreia do Sul, pequenos grupos de sobreviventes se encontram isolados em locais inóspitos. Nesse cenário, uma família precisa atravessar diferentes obstáculos em busca de uma possível salvação.

            Em outra ponta, um grupo de mercenários, controlado por um general corrupto, se diverte capturando zumbis e humanos e promovendo uma espécie de olimpíada mortal entre as duas frentes. Os “vencedores” de cada prova recebem como pagamento porções de comida.

            O filme acaba saindo do padrão “filmes de zumbi” ao deixar de lado o terror: não há sustos fáceis, nem mortos-vivos pulando em direção à tela a cada cinco minutos, embora algumas características desse tipo de filme tenham sido mantidas, como monstrinhos gosmentos, mortes nojentas e, claro, mordidas que dilaceram corpos inteiros.

            Mesmo assim, “Invasão Zumbi 2 – Península” é mais “ação”, que “terror”. Assim, podemos associá-lo mais a “Resident Evil” do que a “A Noite dos Mortos-Vivos”, por exemplo. Bem construído, vamos conhecendo os personagens sobreviventes em meio ao caos e identificando os de boa índole e os que não valem uma dentada de zumbi!

            Lá pelas tantas, ainda surge a possibilidade de redenção de alguns personagens e passamos a torcer por um final realmente feliz. Essa subtrama emprega um tom mais dramático ao filme, dando uma aliviada na velocidade, mas sem fazê-lo ficar chato.

            Em suma, “Invasão Zumbi 2 – Península” é um filme sobre busca, sobre enfrentar e superar desafios, sobre união, lealdade, companheirismo, só que em meio ao caos instaurado pela proliferação de um vírus mortal… Um baita pé na realidade, mesmo sendo um filme sobre mortos-vivos…

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