Crítica – Bordelands: O Universo está em Jogo

O Diretor Eli Roth repete a parceria com Cate Blanchett e Jack Black e ainda conta com a apoio da ganhadora do Oscar Jamie Lee Curtis.

Tatiane Castro

Lilith (Cate Blanchett) é uma infame caçadora de recompensas com um passado misterioso, que aceita o trabalho de encontrar a filha desaparecida de Atlas (Edgar Ramírez), o C.E.O mais poderoso do universo. Lilith forma uma aliança inesperada com uma equipe desorganizada de desajustados: Roland (Kevin Hart), um mercenário experiente; Tiny Tina (Ariana Greenblatt), uma demolidora pré-adolescente selvagem; Krieg (Florian Munteanu), o protetor musculoso de Tina; Tannis (Jamie Lee Curtis), a cientista excêntrica que já viu de tudo; e Claptrap (Jack Black), um robô esperto. Juntos, esses heróis improváveis devem lutar contra uma espécie alienígena e bandidos perigosos para descobrir um dos segredos mais explosivos de Pandora, o planeta mais caótico da galáxia. O destino do universo pode estar em suas mãos, mas eles lutarão por algo muito maior.

Borderlands é o filme live-action da franquia de jogos da Gearbox, mas não se preocupe se você nunca ouviu falar do jogo ou seus personagens, pois o diretor Eli Roth teve o cuidado de fazer uma breve introdução explicando esse universo.

Passada a introdução o filme, ao longo de 1hora e 45 minutos, caminha entre piadas, pancadaria e muitos psicopatas, mas tudo isso é apresentado de forma genérica e sem personalidade. Eli Roth não consegue imprimir uma assinatura em seus trabalhos como diretor, ou melhor talvez a falta de originalidade seja a sua marca enquanto diretor. Assistir Borderlands é o mesmo que ver uma versão requentada de Guardiões das Galáxias. A trama também faz acenos com a série Mandaloriano e por que não dizer com todo o universo de Star Wars.

Roth flerta com o estilo de filmes road movie, mas se prede nas cenas de ação e na falta de sutileza para lidar com seus personagens. O encontro entre Cate Blanchett e Jamie Lee Curtis funciona, mas a bela dupla de atrizes e suas atuações estão perdidas na falta de foco da narrativa entre ópera espacial e ficção científica. Mesmo com a falta química entre o elenco, Ariana Greenblatt consegue se destacar como adolescente psicótica, fã de explosivos e  possível salvadora  de Pandora.

 Borderlands é um fraco concorrente a ganhar uma continuação de sua franquia nos cinemas, e pode amargar com a bilheteria nos cinemas. Mas ainda há uma luz no fim do túnel e filme pode agradar o público do streaming.

Cotação por ossos: 2,5

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