“Estopim” estreia no Canal Brasil no Dia Internacional da Mulher

Série investiga as origens da violência de gênero

RedaLumi

A partir do domingo, 8/3, um novo título do gênero true crime, entra em cartaz no Canal Brasil (TV por assinatura): “Estopim”, série documental produzida pela Escafandra Transmedia, analisa as causas estruturais por trás de casos de violência de gênero que marcaram o país.

Sem se limitar à investigação policial e à responsabilização individual dos casos, a produção volta o olhar para os contextos sociais, culturais e institucionais que ajudam a explicar por que a violência de gênero continua tão presente no país. Com direção de Ana Teixeira e produção da Escafandra Transmedia, a série conta com cinco episódios,que serão exibidos ao longo da semana de estreia, cada um dedicado a um “tipo” de crime: político, conjugal, sexual, de ódio e invisibilizado. 

A partir de casos conhecidos do público, “Estopim” analisa a reação da sociedade, da mídia e do sistema de justiça, ao mesmo tempo em que investiga os fatores históricos e culturais que contribuem para que essas violências continuem. Ao buscar as circunstâncias que antecedem a “explosão”, a série transforma relatos de crimes em uma reflexão sobre memória, responsabilidade coletiva e transformação social. Realizada por uma equipe composta majoritariamente por mulheres, a produção reúne entrevistas com algumas das principais vozes do debate público sobre violência de gênero, como Maria da Penha, Anielle FrancoMônica BenícioValeska Zanello e Soraia Mendes, entre outras especialistas, ativistas e pesquisadoras. 

Confira a programação e sinopse dos episódios:

O primeiro episódio, “Crimes Políticos” (8/03), examina assassinatos com motivação política que tiveram mulheres como alvo. A partir dos casos de Marielle Franco, Patrícia Acioli e Dora Barcellos, o capítulo mostra que essas mortes não são casos isolados e aponta falhas das instituições, além da violência de gênero que está presente nessas histórias. “Crimes Conjugais” (9/03) analisa casos cometidos em relações afetivas, muitas vezes classificados como “passionais”. Ao revisitar os casos de Eloá Pimentel, Ângela Diniz e Sandra Gomide, a série questiona a cultura de posse sobre o corpo feminino e retoma o debate sobre a violência doméstica. O episódio traz o depoimento de Maria da Penha e reflete sobre os avanços da lei.

Já “Crimes Sexuais” (10/03) parte dos casos de Aída Curi Mônica Granuzzo para mostrar como abusos, estupros e assassinatos costumam ser tratados de forma sensacionalista, muitas vezes tirando o foco da origem da violência sexual e reforçando a objetificação do corpo feminino. Em “Crimes de Ódio” (11/03), a série revisita as histórias de Gisberta SalceDandaraLuana Barbosa e Carol Campelo para tratar de assassinatos motivados por preconceito e intolerância. O episódio mostra como gênero, identidade de gênero, orientação sexual, raça e classe social marcam essas histórias.

Encerrando a temporada, “Crimes Invisibilizados” (12/03) aborda feminicídios que permanecem fora do debate público em razão da origem, classe ou etnia das vítimas. Ao destacar também a Marcha das Margaridas como símbolo de resistência coletiva, o episódio ressalta a força da mobilização social em um contexto em que esses crimes muitas vezes recebem pouca atenção. A marcha é uma mobilização nacional de trabalhadoras rurais que reivindica direitos sociais e o combate à violência contra mulheres do campo e da floresta. Realizada desde 2000, a cada quatro anos reúne manifestantes em Brasília.

Estopim (2026) (5 x 45’) – Inédito

Estreia: 08/03, às 21h (1 episódio por dia)

Exibição: de 08 a 12/03, às 21h

08/03 – Episódio 01 – Crimes Políticos, às 21h

09/03 – Episódio 02 – Crimes Conjugais, às 21h

10/03 – Episódio 03 – Crimes Sexuais, às 21h

11/03 – Episódio 04 – Crimes de Ódio, às 21h

12/03 – Episódio 05 – Crimes Invisibilizados, às 21h

Reprises:

Madrugada de sábado para domingo, dia 05/04, à 00h (1 episódio por dia) Segunda, dia 06/04, às 18h15 (1 episódio por dia)

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