Crítica: Tuesday – O último Abraço

Filme de estreia da roteirista e diretora Daina Oniunas-Pusic é um conto moderno sobre a aceitação da morte e luto

Tatiane Barroso

Nessa história acompanhamos a adolescente de 15 anos Tuesday (Lola Petticrew), com uma doença terminal cuja mãe Zora (Julia Louis-Dreyfus), está lutando para aceitar o inevitável. Zora procura desculpas para evitar passar tempo com a filha, pois é incapaz de encarar a verdade iminente.

 Mas quando a própria morte, na forma de um papagaio falante e metamorfo (Arinzé Kene), aparece para reivindicar Tuesday Zora é forçada a aceitar e lidar com a mortalidade de sua única filha. Para a nossa surpresa, Tuesday se reconcilia com seu destino e acaba gastando a maior parte do tempo lhe restante tentando ajudar sua mãe a entender a natureza do que está prestes a acontecer.

 Ao fazer isso o filme apresenta insights que a maioria de nós provavelmente nunca considerou, muito menos explorou, lançando uma luz inteiramente nova sobre a essência da morte, bem como o tremendo fardo que ela colocou em seu mensageiro. O resultado é uma história verdadeiramente comovente, que habilmente mistura alegria, tristeza, humor, raiva e simpatia, não apenas por mãe e filha, mas também pela própria morte e pelo mundo mais amplo do qual todos fazemos parte.

 A narrativa certamente dá aos espectadores muito o que contemplar, a premissa pode parecer estranha e absurda para alguns, como por exemplo o fato da morte aparece como um papagaio falante e não como as formas mais familiares que vimos em outras histórias, como o ceifador por exemplo. O filme apresenta excelentes atuações, mas destaque vai para Julia Louis-Dreyfus. Assim como Michelle Yeoh, Louis-Dreyfus é um concorrente a altura para disputar premiações como melhor atriz.

Produzindo pelo A 24 Tuesday- O último Abraço é um contato moderno e universal  sobre vida e morte,  resiliência diante diante do luto.

Cotação por ossos: 10,0

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