“Napoleão”, dirigido por Ridley Scott, apresenta o conquistador em toda a sua complexidade, entre sua fragilidade e ambição.

Marcos Tadeu

O filme, lançado em 23 de novembro, traz à tela a cinebiografia de Napoleão, um nome imponente na história. Joaquim Phoenix assume o papel principal, enquanto Vanessa Kirby interpreta Josefine.

A trama narra a notável trajetória do militar francês, sua ambição em conquistar territórios e seu papel crucial na Revolução Francesa, além de sua participação nas Guerras Revolucionárias Francesas. Ascendeu na hierarquia até tornar-se Cônsul da França por meio de um golpe em 1799. Em 1804, autoproclamou-se imperador, enfrentou dois exílios e, após sua rendição, passou os últimos dias na pequena Ilha de Santa Helena, onde veio a falecer em 1821.

Ridley Scott habilmente retrata a imponência de Napoleão, mostrando sua ascensão ao longo das 2 horas e 40 minutos do filme, revelando tanto sua fragilidade como seu legado de guerras e domínio militar. O relacionamento peculiar e tumultuado com Josefine (interpretada por Vanessa Kirby) também é um ponto de destaque. As performances de Joaquim Phoenix e Vanessa Kirby são o cerne do filme, delineando vividamente a relação complexa entre guerra e solidão de Josefine. O amor entre ambos é marcado por traições e amantes, revelando uma dinâmica estranha, mas evidenciando esforços para que o relacionamento funcione, apesar das circunstâncias.

As cenas de guerra e ação são magistralmente dirigidas e escritas, transmitindo o terror do conflito e a presença impactante de Napoleão, mérito do diretor de fotografia Dariusz Wolski. O figurino elaborado por David Crossman e Janty Yates é um ponto forte, transportando o público para a época retratada e enriquecendo a experiência cinematográfica. A habilidosa montagem de Sam Restivo e Claire Simpson contextualiza constantemente o espectador no período histórico, proporcionando uma compreensão mais profunda das conquistas do protagonista e de sua bravura em tempos de guerra.

No entanto, a extensão do filme, quase três horas, pode ser um ponto negativo, pois poderia explorar mais facetas da figura histórica, mas se concentra principalmente nisso, deixando margem para um potencial ainda maior.

“Napoleão” é um filme denso e satisfatório, embora não seja para todos os gostos, especialmente para os amantes da história em geral. Vale a pena assistir na tela grande, desfrutando de uma excelente qualidade de som. Recomendo fortemente a experiência!

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